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Terceiro dia da Health Meeting tem debates sobre cuidado do paciente e saúde baseada em valor


Encerrando a primeira edição da Health Meeting, a assistência 4.0 marcou as discussões no palco principal do evento nesta quarta-feira (4), no último dia da feira internacional de saúde. Palestrantes nacionais participaram das atividades, que ocorreram no Prédio 40 da PUCRS, em Porto Alegre.


Organizada pela HM Brasil, com curadoria científica do SINDIHOSPA (Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre), a programação teve início com um debate sobre a competitividade saudável no mercado da saúde. Adriano Londres, sócio-fundador da Arquitetos da Saúde, ponderou que hoje não há disputa saudável sem medição de resultados e transparência. E, para o bem do setor, "precisamos fazer a transição da competição predatória no mercado de doenças para a competitividade saudável no mercado da saúde", avaliou.


A saúde baseada em valor deu sequência aos debates, com a apresentação de cases de instituições do setor. Gisele Nader, diretora de operações da Santa Casa de Misericórdia, explicou como se deu a implementação desse processo, que busca colocar o paciente no centro do cuidado. "Por que trabalhar em um modelo baseado em valor? Queremos implementar protocolos gerenciados, diminuir desperdícios, trabalhar novos modelos de remuneração e redesenhar a jornada do paciente", explicou.


Daniela Medeiros, executiva da Unimed Porto Alegre, enfatizou que a saúde baseada em valor precisa de aprendizado contínuo. "Você precisa medir, entender o que é, senão vamos fazer mais do mesmo", alertou. Tiago Ramos, gerente médico do Hospital Mãe de Deus, destacou que a implementação dessas mudanças exige determinação. "Todo movimento disruptivo sofre uma resistência inicialmente. A persistência é fundamental para mudarmos a realidade", comentou.


A segurança e experiência do paciente tiveram destaque no painel seguinte. Seméia Corral, diretora da Corral&Associados, explicou a importância da gestão de riscos e dos feedbacks para a adesão às melhores práticas. Ela acrescentou que "se queremos colocar o paciente no centro, temos que ter horas dedicadas para isso, trazê-lo como parceiro do cuidado". Salvador Gullo Neto, CEO da Safety4Me, afirmou que os processos das instituições não são desenhados para atender a segurança do paciente. "O grande desafio é que nós, gestores, possamos entender que o mercado não é feito para nós. É preciso redesenhar o processo para o que é importante ao paciente". Neto também autografou, no estande do SINDIHOSPA, seu livro "Segurança do Paciente: a Verdadeira Revolução da Saúde".


Desospitalização e transição de cuidados


O fórum teve continuidade com um debate sobre os núcleos de desospitalização e suas interfaces na promoção da alta segura, com a palestra de Juliana Correia, enfermeira do Núcleo de Apoio e Planejamento da Alta da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Na sequência, um painel discutiu cases de transição de cuidados, com as presenças de Adriana Wander, sócia-fundadora da Hospitalar ATS, Frederico Berardo, presidente da Associação Brasileira de Hospitais e Clínicas de Transição (ABRAHCT), e Juliana Raphaeli, que atua no programa Melhor em Casa.


A Health Meeting teve encerramento com um painel sobre o engajamento do corpo clínico e agregação de valor. Carlos Dias, diretor do Imed Group, conduziu a palestra, ao lado de Geraldo Jotz, pró-reitor de inovação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


Fonte: Antônio Purcino / Sindihospa

Foto: Olga Ferreira

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