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SAÚDE 5.0: UM NOVO MODELO DE BEM-ESTAR DIGITAL



Por Geraldo Pereira Jotz – Pró-reitor de Inovação e Relações Institucionais da UFRGS e conselheiro do Cremers


A modernização da saúde se inicia no século 19. Impulsionada por progressos na ciência e na pesquisa médica, resulta em melhorias na saúde pública. O tratamento baseado em evidências torna-se o foco. Com a industrialização, a visão muda para a criação de um ecossistema colaborativo, que visa a fornecer produtos e serviços melhores, com a criação de ambulatórios e hospitais equipados.


Num segundo momento, a indústria da saúde investe na sua capacidade de resposta, com a integração dos serviços de atendimento ao paciente. Com a expansão da automação das atividades, observamos a introdução de softwares para a triagem de pacientes, check-ins automatizados e suporte aos profissionais em suas atividades habituais. Já na esteira da inteligência artificial, tem-se um papel relevante no diagnóstico das doenças, trazendo mais assertividade às decisões médicas.


A ideia era utilizar cada vez mais essas ferramentas, com enfoque nas pessoas – sejam elas pacientes em tratamento, sejam pessoas sadias ou recuperadas. Diante da evolução da indústria, veio a digitalização, que surge sob a ótica de explorar novos modelos de negócios. A saúde 4.0 tratou de introduzir diferentes modelos de financiamento, dando origem a propostas de valor e à terapêutica digital, com aplicativos na mão dos pacientes.


Por fim, a nova Saúde 5.0 reconhece o papel central do paciente. Temos, agora, uma mudança de mentalidade: sai a gerência de relacionamento com o cliente e entra relacionamento gerenciado pelo cliente. Essa quinta fase vai, portanto, muito além dos pacientes, pois está direcionada aos serviços de bem-estar da pessoa mesmo fora do ambiente médico. Então, o diferencial introduzido pela Saúde 5.0 é a parceria vitalícia com foco no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas.


Essa nova visão de saúde dá origem ao bem-estar digital, focado nos aspectos físicos, mentais, emocionais e sociais das pessoas. Assim, os profissionais deixam de tratar apenas pacientes e suas doenças e passam a estabelecer vínculos permanentes com as pessoas, os clientes. O trabalho preventivo é incrementado e o tratamento médico vira exceção, num círculo virtuoso de bem-estar.


*Artigo publicado no jornal Zero Hora do dia 20/02/22


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