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Apoiadores que fazem a diferença: professor Geraldo Jotz (UFRGS e Aliança para Inovação)


O professor Geraldo Jotz, é Pró-Reitor de Inovação e Relações Institucionais da UFRGS e membro da Aliança para Inovação, que reúne UFRGS, PUCRS e Unisinos.


Desde o início, é um dos grandes incentivadores e apoiadores do evento.


Nossa equipe conversou com ele para saber quais são suas expectativas para a Health Meeting Business & Innovation, a primeira feira na área da saúde no Rio Grande do Sul, que acontece de 2 a 4 de outubro, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre.


Como você vê o cenário atual da saúde no Rio Grande do Sul?

O Rio Grande do Sul carrega diferenciais que em grau de excelência não perde em nada com relação a grandes polos como São Paulo. Em termos de profissionais médicos, de qualificação profissional, de tecnologia aplicada à saúde, no que tange ao desenvolvimento da saúde, algumas áreas aqui estão muito avançada e outras estão em franco desenvolvimento. É claro que tudo depende do investimento, do capital humano agregado a determinadas áreas da pesquisa básica.


Quais são os principais desafios na área da saúde?

O primeiro desafio é continuar cuidando das pessoas, a tecnologia de alguma forma melhorou a saúde, mas de outra forma, se pensarmos na relação médico-paciente, ela deixou a desejar. A telemedicina veio pra ficar, é uma ferramenta ótima, mas em termos de relacionamento com o paciente, ela distancia um pouco. Obviamente que é melhor a telemedicina do que não ter assistência à saúde, com certeza. Mas queremos mais, queremos aperfeiçoar essa questão da tecnologia que a Covid19 tanto nos ensinou.

Existem ainda outras preocupações, como a chamada saúde 5.0 que fala justamente, sobre ter a preocupação com as pessoas. Vamos continuar tratando os doentes, mas existe a preocupação com quem está saudável. Como trabalhar aqueles que estão saudáveis para que continuem assim e vivam mais? Isso é sinônimo de qualidade de vida.

Já atravessamos séculos desde a industrialização, sempre com a preocupação de como tratar melhor os pacientes, como diagnosticar mais precocemente, como fazer um tratamento mais eficaz, seja com cirurgia ou outras técnicas de tratamento. Hoje a preocupação é trabalhar a qualidade de vida.


Como você acha que a Health Meeting vai contribuir nesse sentido?

A Health Meeting vai juntar a questão da indústria, das empresas, de uma grande feira do mercado clínico hospitalar, com o meeting de inovação, tudo isso direcionado a uma busca incessante de soluções para os problemas que estão postos a saúde pública e privada que temos no país.

Vamos conseguir fazer uma mistura de empresários da tecnologia com estudiosos, pesquisadores, universitários ou não, que vão apresentar as mais diversas soluções para os mais diversos problemas de saúde que se apresentam.

E eu vejo com muito bons olhos essa mistura. Muito mais do que ser uma feira pura e simples de venda de equipamento, será um grande encontro de startups, com apresentação de soluções para os mais diversos problemas que existem no mercado. Isso eu acredito que seja o grande diferencial.


Como você enxerga o trabalho dessas startups, como elas podem contribuir e o que você já viu de mais inovador para o futuro da saúde?

As health techs hoje trabalham em diversas frentes. Para dar um exemplo, hoje no Brasil ainda não se tem um compartilhamento de prontuários. O paciente interna em um hospital e quando vai para outro, precisa levar o prontuário todo no papel. Ele não consegue levar digitalmente isso. Coisa que nos Estados Unidos, já acontece esse tipo de compartilhamento há mais de dez anos. Algumas Health Techs estão trabalhando com a tecnologia do blockchain, onde o prontuário é criptografado e vai de um hospital para outro, independentemente do sistema utilizado. Além da questão de propriedade dos dados que é direito do paciente, gera uma economia que é boa para toda a cadeia.

Acredito que cada vez mais essas soluções vão estar à disposição da saúde pública brasileira como um todo, e quando digo saúde pública é da população como um todo, independente do convênio, independente de ser público ou privado.


Como você vê a importância da Health Meeting para a nossa cidade, para o nosso estado e para a saúde?

Este será o primeiro evento desse porte no Rio Grande do Sul, nunca se teve um evento assim. Sempre tivemos que ir a São Paulo, onde estão a maioria dos congressos nessa área. O Rio Grande do Sul está despontando em diversas questões e a saúde é uma delas. Se olharmos os índices na questão da inovação, Porto Alegre está entre as primeiras capitais do país. E o Rio Grande do Sul tem um ecossistema muito pujante, então eu acho que a Health Meeting está chegando em um bom momento e está chegando pra ficar! A ideia é tornar Porto Alegre um centro de difusão na área da saúde.


Como membro da Aliança para Inovação, que reúne UFRGS, PUCRS e Unisinos, porque apoiar este evento?

A Aliança para Inovação foi concebida em 2018 com a visão de trabalhar em conjunto com a sociedade civil organizada para alavancar projetos que melhorassem a vida do cidadão. E desde o primeiro momento que veio a ideia de se fazer a Health Meeting, nós não tínhamos dúvidas de que essa seria uma das formas de melhorar a vida do cidadão, ou seja, de trazer benefícios sociais.

Eu não tenho dúvidas de que um evento como esse irá gerar muitas soluções e vai instigar outros eventos e soluções para outros problemas que ainda estão em discussão. Então a filosofia é essa e a Aliança para Inovação não foge disso, a UFRGS a PUCRS e a Unisinos, trabalham conjuntamente no desenvolvimento dessas soluções.


Qual a sua expectativa para a Health Meeting?

Existem duas expectativas. A dos negócios, do setor empresarial que vai estar lá; e a expectativa do número de startups, da qualidade e das soluções que elas vão oferecer. Para isso contamos com o apoio do SEBRAE, que tem larga experiência nessa área. Queremos trazer o pessoal da tecnologia pra dentro da área da saúde. Hoje, a maioria dos eventos que envolvem startups são voltados para a área de tecnologia em engenharia e informática, e a saúde que precisa tanto dessa conexão, poderia ser muito mais desenvolvida.

Então posso dizer que a expectativa é grande. Estou torcendo para que seja um evento que marque o início de uma de uma nova jornada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul na área de negócios em saúde.

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